CoLABOR presente no lançamento nacional do projeto europeu EIPM 2.0
O CoLABOR marcou presença no evento nacional de lançamento do projeto europeu EIPM 2.0 – Supporting Evidence Informed Policymaking for the Twin Transition, que decorreu no dia 19 de março de 2026.
O evento de lançamento reuniu decisores políticos, investigadores, instituições europeias e representantes da sociedade civil, promovendo a partilha de experiências, a identificação de prioridades e o reforço da cooperação entre os diferentes atores.
A participação do CoLABOR neste momento insere-se no seu compromisso contínuo com a promoção de políticas públicas baseadas em evidência e com o seu papel enquanto entidade de interface entre ciência, políticas públicas e sociedade.
Este projeto surge num contexto em que Portugal tem vindo a reforçar os seus esforços para integrar evidência científica na conceção, implementação e avaliação de políticas públicas. Entre os progressos recentes destacam-se o fortalecimento do planeamento estratégico, a melhoria dos mecanismos de governação do conhecimento e uma maior articulação entre a Administração Pública e a comunidade científica.
Apesar destes avanços, persistem desafios estruturais que dificultam a utilização sistemática de evidência na formulação de políticas, nomeadamente a fragmentação de responsabilidades, a limitada institucionalização de estruturas de aconselhamento científico e a insuficiente coordenação entre academia, decisores políticos e sociedade civil.
É neste enquadramento que surge o projeto EIPM 2.0, uma iniciativa multinacional que envolve Portugal, Áustria, Chipre, França, Irlanda, Polónia e Espanha. Financiado pela SG REFORM e implementado pelo Joint Research Centre (JRC), o projeto terá a duração de 30 meses, com início previsto para o segundo semestre de 2025, e tem como objetivo reforçar as bases institucionais para políticas públicas informadas por evidência, contribuindo para uma melhor preparação para as transições ecológica e digital.
Em Portugal, a implementação do projeto envolve cinco entidades: o PLANAPP, enquanto coordenador nacional, a ARTE e a DGEPA, com especialização em políticas públicas, o CLA, na vertente científica, e o CES, no envolvimento de stakeholders. Em conjunto, estas entidades procuram reforçar a qualidade das políticas públicas e a capacidade do país para responder aos desafios da dupla transição.